Mulher separa-se do prefeito para poder se candidatar. Esse swing político-jurídico chegou ao Tribunal Superior Eleitoral para analisar o caso de Vera Lúcia Alves de Barros. Ela separou-se do seu marido, Ubiratan de Almeida Barbosa, então prefeito do pequeno Município de Chaves (PA), com 19 mil habitantes - e casou com outro homem, Nagib Charone Filho. Tal para poder concorrer, pelo PMDB, nas eleições municipais de 2004. Como se sabe, a legislação eleitoral impede que cônjuge do prefeito se candidate para a mesma Prefeitura. A candidatura de Vera foi impugnada - e ela foi substituída por Benjamim Ribeiro de Almeida Neto (PMDB), que ganhou as eleições com 3.888 votos, contra 2.690 de Jurandir Ubirajara dos Anjos Lobato (PT-PSB). Anteontem (12), o ministro Caputo Bastos, do TSE, negou liminar no habeas corpus em que Vera pede para trancar o processo contra ela, a que responde por falsidade ideológica, corrupção de testemunha e fraude processual. Ela foi denunciada por induzir a Justiça Eleitoral em erro. Segundo os autos, o ex-prefeito Ubiratan Barbosa, co-réu no processo, confessou publicamente que nunca se separou de Vera. O formal casamento entre Nagib e Vera aconteceu no dia 20 de setembro de 2003, numa tentativa de fazer o juiz da 17ª Zona Eleitoral acreditar que a sociedade conjugal existente entre ela e Ubiratan - iniciada em 20 de janeiro de 1997 - estivesse rompida. A promotora de Justiça Ociralva Tabosa ressalta que "ficou provado nos autos de forma farta e inquestionável que Vera Barros nunca se separou de Ubiratan Barbosa". Além disso, o casal denunciado compareceu em público nos últimos dias durante o 14º Festival do Vaqueiro e do Pescador de Chaves. Os crimes cometidos pelos três denunciados são de falsidade ideológica, fraude processual e suborno de testemunha. Fonte: Espaço Vital
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